Extintor de CO₂ (gás carbônico)
Extintor de CO₂ para quadros elétricos e equipamentos energizados. Por que ele não tem manômetro, como se confere a carga por pesagem e onde não usar.
O extintor de CO₂ (gás carbônico) serve para apagar fogo em líquidos inflamáveis (classe B) e equipamentos energizados (classe C) sem deixar resíduo — por isso é o indicado para quadros elétricos, salas técnicas, datacenters e equipamentos de valor.
Ele atua por abafamento — desloca o oxigênio ao redor do foco — e por resfriamento parcial. Sua característica mais valiosa é o que ele não faz: não deixa resíduo, não é abrasivo e não é condutor.
O que ele combate
Classes B (líquidos inflamáveis) e C (equipamentos energizados).
Em classe A o desempenho é limitado. Como não deixa nada sobre o material, brasa de papel, madeira ou tecido tende a reacender assim que o gás dispersa. Para sólidos, o indicado é pó ABC ou água pressurizada.
Por que ele não tem manômetro
Essa é a dúvida mais frequente sobre o CO₂, e a resposta tem consequência prática séria.
O CO₂ é armazenado liquefeito dentro do cilindro. Enquanto restar líquido, a pressão interna se mantém praticamente constante, definida pela temperatura — não pela quantidade de agente. Ou seja: um manômetro marcaria pressão normal mesmo que metade da carga já tivesse escapado.
Um manômetro no CO₂ não seria apenas inútil. Seria perigoso, porque daria uma garantia falsa.
Por isso a conferência do CO₂ é feita por pesagem: compara-se a massa aferida com a tara gravada no cilindro. Perda de massa acima do limite previsto na norma obriga a recarga, mesmo com o equipamento aparentemente intacto.
Consequência direta para quem faz a inspeção mensal: no CO₂ não há faixa verde para olhar. A verificação de carga depende de balança, e é a manutenção periódica que a garante.
Cuidados no uso
- Frio extremo na descarga. O gás sai a temperatura muito baixa e o difusor gela. Segure pelo punho e pela empunhadura isolada do difusor — nunca pelo tubo metálico, sob risco de queimadura por frio.
- Ambiente fechado. O CO₂ apaga o fogo deslocando oxigênio, e faz o mesmo com quem está respirando ali. Em espaço confinado, use o necessário e saia.
- Ruído. A descarga é alta e assusta quem não foi treinado. Vale mencionar isso no treinamento da equipe.
Capacidades usuais
Em uso comercial: 4 kg, 6 kg e 10 kg. Os cilindros de CO₂ são notavelmente mais pesados que os de pó de mesma carga, porque precisam suportar pressão bem mais alta — o que também os torna mais caros de substituir e mais sensíveis ao ciclo de teste hidrostático.
Manutenção
- Inspeção visual mensal: lacre, estado do difusor e da mangueira, acesso livre, sinalização. Sem manômetro para conferir.
- Verificação de carga por pesagem, contra a tara gravada no cilindro.
- Recarga anual (nível 2 da ABNT NBR 12962) em oficina registrada, e imediata após qualquer uso.
- Teste hidrostático a cada 5 anos — no CO₂, o cilindro de alta pressão torna o ensaio ainda mais crítico.
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Perguntas frequentes
Normas de referência
- ABNT NBR 12962 — Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio
- ABNT NBR 12693 — Sistemas de proteção por extintores de incêndio
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